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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820
Subfamília: Picinae
 Leach, 1820
Espécie: C. obrieni

Nome Científico

Celeus obrieni
Short, 1973

Nome em Inglês

Kaempfer's Woodpecker


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Pica-pau-do-parnaíba

Ameaçado de extinção

O pica-pau-do-parnaíba, também chamado de pica-pau-da-taboca, é uma ave piciforme da família Picidae. Bonita ave, recentemente “redescoberta” em Tocantins após 80 anos desaparecida. Depois de ser registrado em Uruçuí (PI), em 1926, passou 80 anos desaparecido e só foi reconhecido novamente em 2006, no Tocantins. E isso porque dois indivíduos, coletados em 1967 e 1988, ficaram anos repousando em coleções científicas, antes de serem identificados. Agora, pesquisadores buscam o bicho em vários pontos do cerrado. Alguma vezes, com sucesso. Outras, sem conseguir nada. Em Uruçuí, onde foi registrado a primeira vez, nunca mais foi visto. O avanço da agricultura sobre o cerrado está deixando o pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) cada vez mais isolado e solitário. Com o cerrado preservado, ele se desloca com facilidade de um tabocal (bambuzal) a outro – onde encontra uma espécie de formiga da qual se alimenta – faz ninhos, e encontra parceiros para acasalar. As roças derrubam árvores e arbustos, aumentando a dificuldade para o bicho ir de um lugar para outro. A consequência são encontros cada vez mais raros entre machos e fêmeas.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) keleus = pica-pau verde; e de obrieni = homenagem ao ornitólogo americano Charles E. O'Brien (1905-1987). ⇒ Pica-pau de O'Brien.

Características

Possui cabeça ferrugínea (marrom-avermelhada), bico claro, sendo que o macho apresenta faixa malar e topete vermelhos; pescoço dorsal amarelo, garganta, peito e cauda negros; rêmiges ferrugíneas; dorso superior, parte superior das asas e a cauda amarelo escamado de preto, dorso inferior, flancos e ventre amarelados.

O pica-pau-do-parnaíba é uma ave que atinge aproximadamente entre 25 e 27 centímetros de comprimento (machos chegam a 25 centímetros) e pode pesar pouco mais de 100 gramas (machos chegam a 96 gramas).

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Forrageia em áreas florestadas com taboca (Guadua sp)e embaubais, alimentando-se principalmente de formigas, principalmente dos Gêneros Camponotus e Azteca.

Reprodução

Foram encontrados casais com apenas um filhote no Tocantins, apresentavam penas escuras na cabeça e o topete castanho-avermelhado. O período reprodutivo na região é entre julho e outubro.

Hábitos

Vive em matas ciliares, veredas e matas úmidas com grande presença da Taboca (Guadua paniculata), no qual alimenta-se das formigas, furando a taboca com o bico ou aproveitando-se das brocas. É territorialista, e pode responder ao playback rapidamente se estiver na área. Na época da reprodução, o casal torna-se agressivo, defendendo seu território e irritando-se com o playback. Muitas vezes, podem tamborilar nos colmos ocos de bambu para aumentar o som do tamborilado, que serve como uma forma de comunicação. É raro e ameaçado, vivendo nos locais mais preservados onde ainda consegue encontrar seu alimento. Vive no extrato médio e alto das matas (Observações pessoais - Estevão F. Santos, 2017 e 2018). Estudos demonstraram que eles voam no máximo 20 ou 30 metros sobre as roças, antes de desistir e retornar para a mata, o que faz com que com a destruição de seu habitat, ficando somente pequenos fragmentos de mata entre áreas de plantio, indivíduos fiquem isolados, dificultando o pareamento e reprodução. A razão pode ser a dependência do pica-pau em encontrar árvores pelo caminho para descansar, pois ele pousa na vertical. Outro dado importante é que a ave precisa de uma grande área para sobreviver, em média de 250 hectares. Depende da hábitats muito específicos, mata ciliares que possuem os tabocais. Esses tabocais não se distribuem uniformemente, estão dispersos nos ambientes florestais. Então, ele precisa de uma área considerável para se alimentar e fazer suas necessidades, como o ninho, por exemplo.

Distribuição Geográfica

É endêmico do Brasil. Descrito de um espécime encontrado no Piauí (Uruçuí, rio Parnaíba), foi recentemente encontrado no Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.

Referências

Galeria de Fotos